Hugo Motta usava mansão de Daniel Vorcaro e buscou valores de 22 milhões em empréstimos, de acordo com o UOL; Entenda

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, indicam que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizava uma casa do banqueiro no Lago Sul, em Brasília, quando Vorcaro não estava na capital. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta terça-feira (29).
Segundo os registros, o acordo para utilização do imóvel foi tratado entre Motta e Vorcaro em maio de 2025, três meses após o deputado assumir a presidência da Câmara. Na ocasião, o banqueiro enviou a Motta o contato do funcionário responsável pela residência e perguntou se ele preferia ter alguém para servi-lo durante as visitas.
Duas semanas depois, Motta pediu autorização para passar pela casa durante o horário do almoço. Vorcaro respondeu que teria um compromisso e, posteriormente, iria ao aeroporto, deixando o imóvel disponível. O deputado afirmou que combinaria a chegada diretamente com o funcionário.
A partir de então, o responsável pela residência passou a informar Vorcaro sobre as visitas de Motta. Há seis registros entre junho e novembro de 2025: 24 de junho, 28 de agosto, 5, 18 e 25 de setembro e 17 de novembro. Nesta última data, o funcionário avisou que receberia Motta à noite. Foi também o dia em que Vorcaro acabou preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
As mensagens não esclarecem o motivo das visitas de Motta à residência nem informam quem estava presente no imóvel durante os encontros.
O presidente da Câmara já havia utilizado outro imóvel de Vorcaro anteriormente. Em outubro de 2024, antes de assumir o comando da Câmara, Motta estava no apartamento do banqueiro em São Paulo e perguntou se poderia receber Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Casa. Vorcaro respondeu: “Claro. Casa é sua”.
As novas informações fazem parte do conjunto de mensagens analisadas pela PF sobre a relação entre Motta e Vorcaro. Os diálogos também incluem conversas sobre encontros pessoais e um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido pelo Banco Master a uma empresa da cunhada do deputado. Motta afirma que não há irregularidades nas conversas e nega qualquer favorecimento.
Por Paraíba Master