Hugo Motta articula megabloco para reduzir influência do PL na escolha de comissões da Câmara dos Deputados

 Hugo Motta articula megabloco para reduzir influência do PL na escolha de comissões da Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalha para formar uma ampla aliança partidária, reunindo legendas do Centrão e da esquerda, entre elas o PT, com o objetivo de reorganizar a distribuição das comissões permanentes da Casa a partir de fevereiro de 2027. A articulação pode diminuir o espaço do PL, partido que deve contar com a maior bancada da próxima legislatura.

De acordo com projeções de técnicos do Congresso, a eventual adesão de 17 partidos ao grupo liderado por Motta garantiria ao bloco as primeiras 15 posições na ordem de preferência para a escolha das presidências das comissões. Nesse cenário, as vagas mais disputadas ficariam concentradas entre o PT e os partidos do Centrão que integrarem a aliança.

Apesar de ter uma bancada estimada entre 120 e 121 deputados, o PL poderá perder força na distribuição dos postos caso permaneça fora do megabloco. Nessa condição, a sigla passaria a ocupar a 16ª posição na fila de escolhas, ficando sem prioridade para indicar os primeiros presidentes de comissão e com menos chances de comandar colegiados estratégicos, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Nos bastidores, a avaliação é de que a movimentação de Motta também pode funcionar como uma pressão política para levar o PL a integrar a aliança. Caso entre no grupo, a legenda, por ter a maior representação parlamentar entre os integrantes, teria condições de preservar uma posição privilegiada na divisão das vagas e na escolha dos comandos das comissões.

Por Paraíba Master

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