Governo Lula adota pragmatismo e evita crise diplomática com os EUA após ajuda a Flávio Bolsonaro

 Governo Lula adota pragmatismo e evita crise diplomática com os EUA após ajuda a Flávio Bolsonaro
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende transformar em uma crise diplomática a suposta participação de integrantes da Casa Branca na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos. A orientação do Planalto e do Itamaraty é adotar uma postura pragmática e evitar um confronto direto com o presidente norte-americano, Donald Trump.

A avaliação de diplomatas e assessores próximos a Lula é de que o próprio Trump já enfrenta cobranças internas sobre o episódio, especialmente após informações de que um funcionário da Casa Branca teria providenciado o avião particular utilizado por Flávio e sua família na viagem até Miami.

Segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times, o jato teria sido organizado por Jason Miller, assessor de comunicação do governo norte-americano. A possível participação de integrantes da administração Trump levantou questionamentos sobre quem financiou o transporte e quais foram as circunstâncias da operação.

Integrantes do governo brasileiro avaliam que o assunto pode ganhar repercussão na política interna dos Estados Unidos. Democratas devem pressionar a administração republicana por esclarecimentos sobre o pagamento da aeronave, especialmente diante das eleições legislativas norte-americanas previstas para a próxima semana.

No campo diplomático, uma possível conversa entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante a reunião de chanceleres do G20, pode abrir espaço para tratar do episódio. O encontro também seria uma oportunidade para reforçar que o próprio Partido Liberal (PL) reconheceu a vitória de Lula nas eleições brasileiras.

A estratégia do governo é preservar os canais de diálogo com Washington. A avaliação no Planalto considera que Trump ainda terá dois anos de mandato e que o Brasil precisa manter negociações com os Estados Unidos em assuntos comerciais e econômicos de interesse nacional.

Lula e Trump também têm previsão de se encontrar em dezembro, durante a reunião de chefes de Estado do G20. Até lá, a tendência do governo brasileiro é evitar declarações que ampliem o desgaste diplomático entre os dois países.

Por Paraíba Master 

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