Fundador do Novo, João Amoêdo anuncia voto em Lula e critica propostas e trajetória de Flávio Bolsonaro

O empresário João Amoêdo, um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, declarou nesta sexta-feira (23) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de criticar a gestão petista, Amoêdo afirmou que considera uma eventual vitória do candidato do PL um risco maior para o país.
Em publicação na rede social X, antigo Twitter, o empresário demonstrou “frustração e preocupação” com a disputa entre petismo e bolsonarismo. Segundo ele, o cenário eleitoral evidencia a dificuldade de construção de uma alternativa competitiva aos dois grupos políticos que protagonizam as últimas eleições presidenciais.
Amoêdo também criticou o debate eleitoral, afirmando que a discussão de propostas e de planos para o país foi substituída por ataques pessoais e pela rejeição aos adversários. Para ele, a polarização política continua sendo um dos principais problemas do cenário nacional.
Apesar de anunciar voto em Lula, o empresário fez críticas à administração do presidente. Entre os pontos mencionados estão a condução das contas públicas, a falta de diálogo com setores divergentes, as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a decisão de disputar um quarto mandato presidencial.
Em relação a Flávio Bolsonaro, Amoêdo questionou a atuação parlamentar do senador e sua trajetória política. O empresário afirmou que o candidato não demonstrou credenciais suficientes para governar o país e mencionou suspeitas relacionadas a casos de suposta rachadinha, lavagem de dinheiro e vínculos com integrantes de milícias. Também atribuiu ao senador o objetivo de conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. As referências a suspeitas e motivações fazem parte das declarações de Amoêdo.
O fundador do Novo também analisou possíveis cenários políticos após a eleição. Na avaliação dele, um novo mandato de Lula seria o último do petista, enquanto Flávio Bolsonaro poderia disputar a reeleição em 2030 e contar com apoio expressivo no Congresso Nacional e entre governadores aliados.
Mesmo com a declaração de voto no atual presidente, Amoêdo afirmou que pretende fazer oposição independentemente de quem vencer o segundo turno. “Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, escreveu.
A posição representa a repetição de uma escolha feita pelo empresário em 2022, quando também declarou voto em Lula no segundo turno, então contra Jair Bolsonaro. Na eleição de 2018, Amoêdo havia disputado a Presidência pelo Novo e, posteriormente, apoiado Bolsonaro na segunda etapa da votação.
Por Paraíba Master