Brasil vive terror de novo recorde de endividamento das famílias; Entenda a triste notícia

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O estoque total de crédito bancário no Brasil cresceu 0,4% em setembro, na comparação com agosto, e alcançou R$ 7,444 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29).

Apesar do avanço mensal, o ritmo de expansão do crédito desacelerou. No acumulado de 12 meses até setembro, o saldo das operações registrou crescimento de 8,6%, abaixo dos 9,2% observados até agosto.

As informações apontam para um cenário de crescimento moderado do crédito no país, em meio aos juros elevados e às dificuldades enfrentadas por consumidores e empresas para manter os pagamentos em dia.

Inadimplência permanece em 6,6%

A inadimplência nas operações de crédito com recursos livres permaneceu em 6,6% em setembro, mesmo percentual registrado no mês anterior. Nesse segmento, as instituições financeiras têm maior liberdade para definir as condições dos empréstimos e as taxas cobradas dos clientes.

Outro indicador que avançou foi o spread bancário, diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e os juros cobrados dos tomadores. Em setembro, o indicador chegou a 35,5 pontos percentuais no crédito livre.

Crédito para pessoas físicas e empresas

O saldo das operações de crédito destinadas às pessoas físicas aumentou 0,1% em setembro. Para as empresas, o avanço foi maior, de 1% no período.

No acumulado de 12 meses, o crédito para pessoas físicas cresceu 9,9%, enquanto o destinado às empresas registrou alta de 6,5%.

Os dados também mostram diferenças entre as modalidades de financiamento. O estoque de crédito livre, cujas condições são negociadas entre bancos e clientes, avançou 0,8% em setembro. Já o crédito direcionado, que segue regras específicas e inclui recursos de fontes como o BNDES e a poupança, permaneceu estável.

Concessões de empréstimos

As concessões de crédito livre, que representam os novos empréstimos concedidos pelos bancos, aumentaram 3,4% em setembro, na comparação com agosto, totalizando R$ 674,1 bilhões, sem ajuste sazonal.

Entre as pessoas físicas, as concessões cresceram 0,2%, chegando a R$ 348,7 bilhões. Para as empresas, houve alta de 7,1%, com o volume alcançando R$ 325,3 bilhões.

Entretanto, considerando a série com ajuste sazonal, as concessões totais de crédito recuaram 1,3% em setembro. Nesse cálculo, os empréstimos para pessoas físicas avançaram 0,6%, enquanto os destinados às empresas caíram 3,4%.

Os números divulgados pelo Banco Central mostram que, embora o estoque de crédito continue crescendo, o ritmo de expansão anual perdeu força. A permanência da inadimplência em patamar elevado e o aumento do spread bancário seguem entre os indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.

Por Paraíba Master

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