Trump condiciona respeito ao resultado das eleições de meio de mandato à “honestidade” da votação

 Trump condiciona respeito ao resultado das eleições de meio de mandato à “honestidade” da votação
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que respeitará o resultado das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, caso a votação seja “honesta”. A declaração foi dada a jornalistas antes de o republicano embarcar para o Texas, onde participará de compromissos de campanha. O pleito está marcado para 3 de novembro.

Questionado se aceitaria o resultado independentemente de qual partido saísse vencedor, Trump respondeu: “Sim, respeitarei, se forem eleições honestas”. A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e às disputas sobre a segurança e a integridade do sistema de votação norte-americano.

As eleições de meio de mandato renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado. O resultado pode alterar a composição do Congresso e a capacidade do governo de aprovar projetos e conduzir sua agenda legislativa.

Na mesma conversa com jornalistas, Trump foi questionado sobre como trabalharia com os democratas caso os republicanos perdessem o controle de uma ou das duas casas do Congresso. O presidente afirmou que buscaria uma maneira de lidar com a situação e ressaltou que possui poder de veto sobre projetos de lei.

A fala ocorre após Trump voltar a questionar a integridade das eleições norte-americanas e fazer alegações de fraude eleitoral generalizada sem apresentar provas que as sustentem. O republicano também ofereceu uma recompensa de US$ 1 milhão por informações sobre possíveis fraudes que resultem em prisão ou condenação.

Trump já havia contestado o resultado da eleição presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden, alegando irregularidades. As acusações não foram comprovadas em escala capaz de alterar o resultado do pleito.

A disputa de 3 de novembro será acompanhada de perto porque poderá redefinir o equilíbrio de forças em Washington. Uma mudança na maioria parlamentar pode dificultar a aprovação de propostas do governo e ampliar a capacidade de fiscalização do Congresso sobre a administração presidencial.

Por Paraíba Master

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