Moraes determina quebra de sigilos bancário e fiscal de empresário ligado a Flávio Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do advogado e empresário Willer Tomaz, apontado como amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (23), conforme informações da CNN Brasil.
Além do acesso aos dados financeiros e fiscais, Moraes determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis de até R$ 6 bilhões e o cancelamento dos passaportes do empresário. A decisão também estabelece prazo de 24 horas para a apresentação de informações sobre empresas registradas em nome de Tomaz.
Investigação apura suspeitas de irregularidades
As medidas foram solicitadas pela Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os investigadores também apuram a possibilidade de existência de uma sociedade empresarial entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pela CNN, a adoção das medidas cautelares foi motivada, entre outros fatores, pelo receio de que o empresário deixasse o país.
Tomaz também foi alvo de uma operação da Polícia Federal em agosto, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Relação com Flávio Bolsonaro
A relação entre o empresário e o senador passou a ser objeto de apuração após surgirem suspeitas de possíveis vínculos comerciais entre os dois. A Polícia Federal encaminhou ao STF um pedido de investigação envolvendo Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro.
A campanha do senador afirmou à Folha de S.Paulo que ele não é formalmente investigado no Supremo e que os documentos encaminhados pela Polícia Federal ainda não haviam resultado na abertura de um inquérito, conforme a manifestação divulgada pela publicação.
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz já afirmaram que mantêm uma relação de amizade e negaram irregularidades.
A defesa do empresário foi procurada, mas ainda não havia respondido até a publicação da reportagem.
Por Paraíba Master