Mortes entre pacientes levam Anvisa a restringir polilaminina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impôs restrições ao acesso à polilaminina, substância experimental estudada para o tratamento de lesões na medula espinhal, em meio a questionamentos sobre mortes de pacientes que receberam o produto. A medida provocou críticas da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo desenvolvimento da pesquisa.
A controvérsia envolve o chamado uso compassivo, modalidade que permite o acesso excepcional a tratamentos experimentais em determinadas condições. Segundo a pesquisadora, as novas restrições reduziram significativamente o número de pacientes que conseguem receber a substância. Em entrevista ao portal A TARDE, publicada em 19 de outubro, Tatiana afirmou que apenas três ou quatro pessoas, a cada 100 que procuram o tratamento, atenderiam aos critérios adotados.
A pesquisadora também questiona os motivos das limitações e defende que pacientes com lesões medulares graves tenham a possibilidade de acesso à terapia experimental. Ela sustenta que os resultados observados até agora justificam a continuidade das aplicações e do acompanhamento dos pacientes.
Por Paraíba Master