PGR se opõe ao afastamento de chefes da Polícia Federal e questiona falta de provas

 PGR se opõe ao afastamento de chefes da Polícia Federal e questiona falta de provas
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão apontou a falta de elementos concretos que justifiquem a medida determinada pelo ministro André Mendonça.

A manifestação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-procurador-geral, Hildebrando Chateaubriand, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Teixeira e André Ramos. O documento sustenta que a retirada dos dirigentes dos cargos exigiria evidências específicas de participação em eventuais atos ilícitos.

No parecer, a PGR afirma que a avaliação negativa da conduta das autoridades policiais não é suficiente para justificar o afastamento sem provas concretas. O órgão também argumenta que a posição hierárquica dos dirigentes, por si só, não permite responsabilizá-los por possíveis irregularidades.

PGR alerta para impactos nas investigações

A Procuradoria também destacou que o afastamento do diretor-geral e do responsável pela área de Inteligência pode comprometer o funcionamento da Polícia Federal e afetar investigações e operações em andamento.

Segundo o parecer, a medida interfere na estrutura de comando da corporação e alcança uma atribuição administrativa do presidente da República, responsável pela escolha do dirigente máximo da PF. A PGR avalia que a decisão pode produzir consequências que ultrapassam os limites do processo em que foi tomada.

Por Paraíba Master

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