Trump critica Nobel da Paz de 2026 e afirma que deveria ter recebido o prêmio

 Trump critica Nobel da Paz de 2026 e afirma que deveria ter recebido o prêmio
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a escolha da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 e afirmou que deveria ter sido o contemplado com a honraria. As declarações foram feitas na sexta-feira (9), durante um comício em Syracuse, no estado de Nova York.

O prêmio foi concedido à jurista sul-africana Navi Pillay, ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em reconhecimento aos esforços para promover a paz e o direito internacional. Trump classificou a decisão como “vergonhosa e constrangedora” e disse que a escolha representa uma “mancha indelével” para a Noruega.

Durante o discurso, o presidente afirmou que nunca tinha ouvido falar de Pillay e questionou a decisão do Comitê Norueguês do Nobel. Trump também declarou que os Estados Unidos, representados por ele, deveriam ter recebido o prêmio.

“Que absurdo!”, disse o presidente ao contestar a escolha, em uma reação na qual voltou a reivindicar reconhecimento por sua atuação em conflitos internacionais.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump reforçou as críticas e afirmou que deveria ter recebido oito Prêmios Nobel da Paz, alegando ter contribuído para encerrar oito guerras. Ele também disse que pretende resolver os conflitos envolvendo o Irã e a guerra entre Rússia e Ucrânia. As afirmações sobre sua atuação na resolução desses conflitos são contestadas, e alguns dos confrontos citados não foram encerrados de forma definitiva.

Trump também direcionou críticas à Noruega, embora a escolha do vencedor seja responsabilidade do Comitê Norueguês do Nobel, uma instituição independente do governo do país.

Aos 85 anos, Navi Pillay construiu uma carreira ligada à defesa dos direitos humanos e à justiça internacional. Nascida na África do Sul durante o regime do apartheid, atuou na área jurídica, foi juíza de tribunais internacionais e chefiou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A jurista também presidiu uma comissão de investigação da ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza, acusação rejeitada pelo governo israelense.

Por Paraíba Master

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