PDT admite falha em documentação, mas defende manutenção de suplente de Veneziano

O PDT da Paraíba apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) uma manifestação em que reconhece inconsistências na documentação de uma reunião partidária, mas sustenta a validade da escolha de Matheus Assis de Lucena como primeiro suplente do candidato ao Senado Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
A manifestação foi protocolada após a ex-secretária Rafaela Camaraense contestar a indicação e pedir a anulação da decisão. Segundo ela, integrantes do partido não teriam sido convocados para a reunião que tratou da composição da chapa e seus nomes também não constariam na ata do encontro.
Na defesa apresentada à Justiça Eleitoral, o PDT admite que houve um problema formal na documentação, mas argumenta que a falha não significa que os filiados tenham sido excluídos do processo de decisão. A legenda afirma que os integrantes foram comunicados sobre a deliberação que resultou na escolha de Matheus.
O advogado do partido, Walber Agra, sustenta que a existência de um erro no registro da reunião não seria suficiente para invalidar a manifestação de vontade da legenda em relação à indicação do suplente.
A defesa também argumenta que a decisão ocorreu em meio ao cumprimento dos prazos do calendário eleitoral. Como reforço à tese apresentada ao TRE-PB, o PDT cita uma decisão posterior da direção nacional da sigla que confirmou a indicação feita pela direção estadual.
De acordo com a legenda, a Comissão Permanente da Executiva Nacional do PDT referendou, em 21 de setembro de 2026, a decisão estadual e aprovou por unanimidade a indicação de Matheus Assis de Lucena para a primeira suplência de Veneziano.
Agora, caberá à desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, relatora do processo, analisar os argumentos apresentados tanto por Rafaela Camaraense quanto pelo PDT e decidir sobre o pedido relacionado à composição da chapa.
Por Paraíba Master